Resenha despretenciosa sobre os melhores EPS que eu ouvi este ano - parte 1

Vou fazer uma primeira analise dos EPS que eu ouvi em 2025. Essa analise não é focada em critérios técnicos, mas no meu gosto musical duvidoso.

Vamos lá:

EP - KALLEDY - LINK DO ZAP

Kalledy – EP de Link do Zap | Spotify   

Link do Zap foi uma surpresa agradável. Comecei odiando, mas fui ouvindo e, aos poucos, passei a gostar. A faixa que mais me chamou atenção foi "Nunca Mais Vou Ser CLT". Ela transmite uma sensação que só quem já trabalhou em uma escala 6x1 consegue entender — especialmente se começou a fumar para "tankar" a realidade iminente. Em seguida, destaque para "Presente de D", que foi uma combinação de fatores de identificação para mim.Agora, a faixa "Antes" também é uma das minhas favoritas, assim como "Oceano", "Memórias Póstumas de um Herói" e "Lágrimas no Celular" — essas foram as músicas em que mais consegui sentir quem é Kalledy neste EP. Não que as primeiras que mencionei não transmitam a essência do artista por trás do Link do Zap, mas, como pontuei anteriormente, nas duas primeiras citadas é possível que outras pessoas, assim como eu, consigam se projetar e se identificar. Por fim, não posso deixar de pontuar que este EP coloca o Link em uma lista seleta de artistas nietzscheanos.

EP - PANDORA- WISP

PANDORA (EP) | Amazon.com.br


Não sei como descrever Wisp, mas o algoritmo do YouTube me proporcionou a descoberta dessa banda — e eu me afoguei neste EP. Pandora, se não me engano, é o primeiro EP da banda, que tem influências claras de Whirr. O vocal delicado com as guitarras, somado à temática das músicas, me hipnotizou.Em Enough for You, consegue-se sentir a dor do eu lírico pela melodia. O mesmo acontece em Luna, em que é possível perceber a leveza do momento descrito na letra por meio da produção musical. Minha favorita é Mimi, por transmitir perfeitamente o sentimento de um momento.


EP - EP01 - PAIRA

O primeiro EP do duo de BH já entrega conceito — um pouco visualmente perdido, mas que encontra estabilidade no clipe de "como um rio". É realmente o que a gente pode chamar de alternativo; não dá pra definir em palavras, além de: é a Paira. Um misto de influências. Eu gosto das influências de J-rock misturadas com um vocal mais melancólico. O vocal da Clara, em alguns momentos, me remete ao da Mallu Magalhães em Pitanga, principalmente em 19. Minhas favoritas são "como um rio" e "música lenta", pela antítese do nome com o ritmo do instrumental. A música "o fio" me remonta a sentimentos que nunca vivi, mas já romantizei.A real “música lenta” do EP é "leve" — realmente parece que o som está pairando pelos ares.



OBRIGADA PELA LEITURA. Talvez eu volte para uma parte 2 daqui 5 meses. 

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