“O Cara que Estou a Fim Não É um Cara?!”
Vou resenhar um mangá GL (Girls Love) como primeiro post, pois essa obra foi uma indicação da minha maravilhosa e linda amiga Rafa. Eu nem sabia que ela estava sendo publicada no Brasil, mas, por acaso, encontrei o volume na livraria e não resisti: comprei na hora! Antes de compartilhar minha opinião, acho interessante trazer a sinopse da editora NewPop sobre a obra:“Aya é uma garota do ensino médio que está muito interessada em um ‘moço’misterioso que trabalha em uma loja de CD. Porém, esse rapaz misterioso na verdade era Mitsuki, sua colega de classe que tenta viver invisível como o ar. Um amor que se desenvolve com rapidez, a partir de um encontro impossível e caminha para…”


“Ki ni Natteru Hito ga Otoko Janakatta” ou, em português, “O Cara que Estou a Fim Não É um Cara?!”, é um mangá de dinâmicas leves e bem cativantes. A história te envolve facilmente, especialmente para os fã de comédias românticas. Aya e Mitsuki adoram um bom rock, e a música é o ponto central do relacionamento das protagonistas. O mangá menciona algumas das músicas que elas escutam, o que permite ao leitor anotar as recomendações para ouvir depois ou buscar playlists inspiradas pela obra em serviços de streaming.
Desde Horimiya, eu não lia uma obra que me prendesse tanto. O aspecto musical me conquistou, já que sou o tipo de pessoa que adora trocar indicações de músicas. Inclusive, era uma telespectadora de Glee e um dos meus filmes favoritos é Mesmo se Nada Der Certo. A história é bem construída, a arte é linda e os personagens secundários são interessantes. A obra utiliza alguns clichês, mas também surpreende ao quebrar expectativas, um ponto que me puxou muito, já que esse manga serve a dose certa de expectativas e de quebra-las dentro do género Slice of Life com romance.
Por ser um Slice of Life, explora temas comuns ao cotidiano e dia a dia de uma adolescente. Ao acompanhamos a história, percebemos que Mitsuki é insegura e vai se tornando cada vez mais confiante conforme se aproxima de Aya. Para mim é uma narrativa que se devora em um único dia, pela dinâmica rápida de leitura. O fato da obra ter surgido no Twitter, como uma webtoon, pode ter contribuído para essa fluidez, já que o formato traz um ritmo narrativo de capítulos mais curtos. Para os leitores mais familiarizados com mangás tradicionais, pode haver uma estranheza inicial. A obra foi publicada no formato tradicional de mangá e ao ser adaptada para o formato impresso, os capítulos curtos foram agrupados em capítulos maiores, ajustando-se ao padrão tradicional dos mangás, demonstrando que a autora pensou nos detalhes e possibilidades de sua obra.